Depois de conhecer os principais componentes da eletrônica básica, veremos agora como eles atuam em conjunto em um circuito.

Um circuito eletrônico e um circuito elétrico tem praticamente a mesma definição, embora os elétricos apresentem apenas componentes elétricos e os eletrônicos tendam a ser circuitos de baixa tensão.

Por exemplo, um simples circuito pode incluir dois componentes: uma bateria e uma lâmpada. O circuito permitirá então que a corrente flua da bateria à lâmpada, através da lâmpada e de volta para a bateria. Assim estará completa sua volta, seu percurso.

Os circuitos também podem ser mais complexos. No entanto, todos os circuitos devem apresentar seus três elementos básicos:

  1. Fonte de voltagem: uma fonte de tensão que faz com que a corrente flua, fornecendo energia. Ex: bateria.
  2. Carga: é o que consome a energia, é o trabalho real feito pelo circuito. Sem carga não há muito sentido em existir um circuito. Ex: pode ser uma única lâmpada, ou, em circuitos mais complexos, uma combinação de componentes como resistências, condensadores, transistores, etc.
  3. Caminho condutor: fornece a via para a corrente fluir. Começa na fonte de tensão, viaja através da carga e, então, retorna a fonte. O percurso vai do lado negativo da fonte de tensão até o positivo.

Sendo assim, um circuito completo é chamado de circuito fechado. E os circuitos abertos são aqueles que a corrente é interrompida ou alguma parte é desligada, impedindo o percurso completo. Isso pode ocorrer quando o circuito está quebrado ou é interrompido de propósito ou por algum erro (ligação frouxa, componente danificado, etc).

NOVAS APLICAÇÕES

Os circuitos impressos facilitaram a alta escala de produção que passou a ser necessária com o aumento de produtos eletrônicos no mundo, principalmente após a Segunda Guerra Mundial.

No início do uso desse tipo de tecnologia, os circuitos eram muito artesanais, com ligações feitas manualmente em um chassi.

Mas se hoje já conseguimos ter grande rapidez e facilidade na fabricação de circuitos eletrônicos, os desafios são outros. Além da possibilidade de impressão 3D, suas aplicabilidades são a cada dia mais inacreditáveis.

Segundo a Revista Galileu, a Universidade de Illinois, nos EUA, inventaram uma técnica chamada de “sistema eletrônico epidérmico”. Através dela, minúsculos circuitos eletrônicos flexíveis são temporariamente tatuados no corpo de pacientes de hospitais, evitando tantos fios e monitores para controlar atividades musculares, cardíacas e cerebrais.

Outras pesquisas apontam ainda que o circuito eletrônico, aplicado na pele como um adesivo, poderá ser usado também como curativo eletrônico para acelerar a cicatrização ou até como interface homem-máquina.

Qual será a próxima fronteira entre eletrônica e biologia?

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Está começando a se interessar por eletrônica e gostou do assunto? Na internet você encontra milhares de modelos de circuitos para serem reproduzidos, desde alarmes, transmissores até outros mais complexos. É só dar um Google!