Se já percebemos a importância que a eletrônica conquistou no último século, podemos imaginar quanto estudo e empenho foram necessários para chegar ao nível tecnológico atual. A manutenção e a projeção de novos aparelhos eletrônicos são como uma necessidade nos tempos atuais.

A incessável busca por descobertas no ramo nos contemplou com soluções antes inimagináveis. Isso quer dizer que, estando a tecnologia eletrônica em constante evolução, é preciso também que novos pesquisadores e inventores continuem a existir.

A CURIOSIDADE COMO PROPULSORA

A eletrônica é uma área que atinge muitos curiosos. Muitas crianças se pegam atentas a circuitos eletrônicos quando abrem seus brinquedos, na tentativa de fazê-los funcionar novamente. Já os jovens e adolescentes geralmente se interessam pelas soluções da informática. E, quando adultos, nos deparamos com inúmeras questões que envolvem eletrônica: o chuveiro queimado, a geladeira que parou de funcionar, o display que apagou, etc. Talvez saber um pouco de eletrônica não seria tão mau assim.

Mas estudar e entender de eletrônica nem sempre significa se matricular em um curso formal. Muitas pessoas pesquisam e estudam por prazer, curiosidade ou necessidade rotineira. Há também muitos cursos pela internet, em que são passados alguns conceitos básicos sobre o tema, que direcionam pessoas interessadas à pesquisa e prática.

É claro que grandes ideias podem surgir de mentes curiosas e nem sempre especializadas na área. Atualmente os negócios apresentam equipes cada vez mais multidisciplinares, que integram conhecimentos diversos em busca de seus objetivos. Ainda assim, o estudo da eletrônica tem relevância, sobretudo na formação de profissionais capacitados e motivados à evolução da área.

O ENSINO DA ELETRÔNICA NO BRASIL

O surgimento das escolas de eletrônica no Brasil, na segunda metade do século XX, foi responsável pela disseminação da capacitação profissional no país. Os novos técnicos em eletrônica conquistaram rapidamente o mercado formal de trabalho – o mundo se modernizava. A área se tornou bastante complexa com os constantes avanços tecnológicos e os primeiros setores que absorveram tais profissionais foram, sobretudo, as telecomunicações, a automação industrial e a informática.

A eletrônica básica hoje está presente em esferas diversas. Não só a eletrônica como a engenharia se subdividiram em novos campos, multiplicando as possibilidades de atuação dos profissionais com conhecimento em eletrônica. São inúmeros setores que necessitam de especialistas em sistemas eletrônicos: automobilístico, agrícola, eletroeletrônico, têxtil, telecomunicações, biomédica, mineração, entre outros.

Com a renovação constante das tecnologias, é razoável pensar que os cursos com ênfase em eletrônica devem então se basear em seus fundamentos para que os estudantes possam, a partir deles, evoluir e procurar se atualizar sempre. Quando isso não ocorre, há um grande risco da formação de profissionais já ultrapassados e que não estão preparados para lidar com o futuro.

Mais do que educar, o ensino de eletrônica hoje permite também a formação de novos empreendedores. A mentoria empreendedora empodera o aluno a andar com as próprias pernas, com a segurança de possuir um porto seguro na busca de novas referências e direcionamentos para uma evolução mercadológica de suas ideias.

A TECNOLOGIA COMO BASE DO DESENVOLVIMENTO

Muitos países, em tempos de crise, investiram na educação e na substituição de importações como parte do processo de desenvolvimento. Nesse processo, o ensino da eletrônica e das engenharias foi de fundamental importância para a construção de uma base tecnológica.

Os Tigres Asiáticos, por exemplo, a partir da década de 70 direcionaram seus esforços para o crescimento da indústria eletrônica de exportação e até hoje são importantes atores no setor tecnológico mundial.

Portanto, a importância de estudar eletrônica é mais do que uma ação natural, mas necessária e ligada diretamente ao desenvolvimento tecnológico, econômico e social da sua região.