Com a disseminação do consumo de aparelhos eletrônicos, cresceu ainda mais a importância do profissional capacitado para lidar com eles. E, com o avanço tecnológico, cresceu também a oferta e a demanda por cursos ligados à eletrônica.

No Brasil e no mundo, há grande oferta de cursos pela internet, que fornecem os princípios básicos da eletrônica para o aluno. Além dos cursos formais a distância, há também cursos online que não constituem uma licenciatura reconhecida pelo órgão de educação nacional.

Sendo um ramo das ciências exatas, a grade curricular abriga disciplinas como matemática e física, sistemas digitais, eletrônica básica, circuitos elétricos, entre outras.

NO MUNDO

O estudo da eletrônica nas escolas em outros países está muito ligado à engenharia e tecnologia.

Os EUA possuem universidades mundialmente reconhecidas como expoentes na área, como as Universidades de Berkeley, Harvard e Stanford, que estão nos topos dos rankings educacionais.

Já o MIT (Massachussetts Institute of Technology) atualmente é conhecido como o centro universitário líder em tecnologia, tendo produzido mais de 70 Prêmios Nobel em suas áreas de pesquisa. A disciplina de “Circuitos e Eletrônica” no MIT está entre as vinte mais cursadas em sua história.

Quem também ocupa posições elevadas nos rankings são as universidades britânicas de Cambridge e Oxford. Em Cambridge, por exemplo, no curso de Engenharia Elétrica e Eletrônica, no último ano o aluno pode optar por áreas como: nanotecnologia, energia solar, energias renováveis, circuitos integrados analógicos, entre outras.

O Japão é outro país reconhecidamente voltado ao estudo da eletrônica e de novas tecnologias. As empresas japonesas, principalmente no ramo de áudio e vídeo, tem grande participação no mercado mundial, e a cidade de Tóquio oferece bons cursos na área.

NO BRASIL

No Brasil, o curso mais comum da área é o Técnico em Eletrônica. Com duração aproximada entre 2 e 3 anos, os cursos técnicos profissionalizantes permitem que os alunos apliquem seus conhecimentos no mercado de trabalho mesmo sem possuir um curso de nível superior.

Hoje existem muitas escolas técnicas destinadas ao ensino da eletrônica, concomitantemente ao Ensino Médio ou apenas profissionalizantes. Os cursos do CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica), por exemplo, são considerados dos melhores do país. Há também muitas escolas regionais de destaque nos rankings de educação. Além disso, o SENAI, que possui diversas unidades no Brasil, também oferece o curso técnico em muitas delas.

A nível superior, a Engenharia Eletrônica ou Elétrica está disponível em muitas faculdades e universidades brasileiras, públicas e particulares. E como a maioria delas requer noções básicas de eletrônica, acaba sendo uma vantagem quem já possui, por exemplo, um curso técnico na área.

Assim, o profissional estará reconhecidamente apto a trabalhar como especialista em sistemas e equipamentos eletrônicos em setores diversos. As principais oportunidades do mercado concentram-se nas regiões Sul e Sudeste, as mais industrializadas do país, embora também haja vagas em outras regiões.

É importante ressaltar que, independente da escola ou curso que o aluno escolha, por a eletrônica ser uma área em constante evolução, o mais importante é que ele procure se manter sempre atualizado. Livros, feiras e cursos são exemplos de referências que o profissional de eletrônica pode utilizar para acompanhar as tendências do mercado.