Primeiras noções sobre o nosso tema principal. Porque certos aparelhos podem ser chamados de eletrônicos, e uma breve história da eletrônica e de como ela se tornou fundamental no nosso dia-a-dia.

Convivemos com eletrônicos por todos os lados. Geladeira, máquina de lavar, televisão, automóvel, computador, micro-ondas, cafeteira, celular, liquidificador, câmera fotográfica. Você provavelmente possui alguns desses aparelhos – senão todos.

O avanço da tecnologia eletrônica gerou produtos que até pouco tempo eram existentes e desnecessários. Mas o mundo parece nunca estar satisfeito. Por que não ter um tablet para acompanhar as notícias do sofá da sua casa? Não é muito mais confortável do que ler pelo seu notebook?

Como identificar um aparelho eletrônico

As funcionalidades dos aparelhos eletrônicos se tornaram essenciais no nosso dia-a-dia. Mas, afinal, o que faz com que esses aparelhos possam ser chamados de eletrônicos? Como eles funcionam? Talvez a intuição nos aproxime de uma resposta.

Temos um aparelho eletrônico quando precisamos ligá-lo na tomada? Bom, mas ele pode também ter uma bateria. E essa bateria vai precisar ser trocada com o tempo ou recarregada. Carregadores? Sim! E o que tudo isso parece dizer? Energia. Acho que eletrônica tem a ver com energia.

A palavra em si – eletrônica – remete ao termo elétron, que segundo os livros de química e física, é uma partícula atômica carregada com eletricidade negativa. Tais partículas seriam então conduzidas e controladas de forma a fazer funcionar um determinado circuito elétrico. E essa foi a descoberta que permitiu o advento de diversas outras tecnologias, sobretudo da informática.

Como surgiu a eletrônica

A história da eletrônica vem de uma série de tentativas de estudiosos do século XVIII, que com suas experiências iniciais sobre eletricidade chegaram à descoberta do elétron em 1897, por Joseph Thonson, um físico inglês. A partir daí, outras conquistas como a corrente elétrica, as baterias e válvulas levaram a novas invenções como a lâmpada e os primeiros motores elétricos. Era o princípio da eletrônica.

Da evolução de tais estudos surgiu o rádio, inventado no início do século XX pelo norte americano Lee Forest, que foi o aparelho que revolucionou as comunicações em sua época. No Brasil chegou apenas em 1922, transmitindo o discurso de celebração do centenário da independência do país.

As guerras mundiais foram grandes propulsoras dos equipamentos eletrônicos, que começaram a ser produzidos em maior escala. A aviação, o exército e a marinha intensificaram as pesquisas sobre a área, que evoluiu até a criação dos microprocessadores, na segunda metade do século XX.

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Em 1972, a Intel Corporation apresentou seu microprocessador que acabou ficando conhecido como um microchip. A partir de então viria uma infinidade de possibilidades de novos produtos, como os automóveis, computadores, celulares, entre outros.

O obstáculo passou a ser a portabilidade dos aparelhos, já que inicialmente todos eram muito grandes e pesados, o que dificultava o transporte e consumo. Mas, no inicio dos anos 70, esse já era um problema superado, com os transistores de circuitos integrados que permitiam a produção de equipamentos portáteis, popularizando suas vendas.

Se, por um lado, conseguimos olhar através da história, talvez seja mais difícil tentar prever o futuro. As tecnologias eletrônicas já nos surpreenderam tanto que não sabemos até onde elas podem chegar. A imagem perfeita, as impressões 3D, a conectividade total, as interfaces humanizadas – tudo o que hoje é moderno em pouco tempo pode se tornar obsoleto.