Já postamos aqui sobre os cuidados que devemos ter para proteger nossos aparelhos eletrônicos. Em casa ou no trabalho, lidamos cada vez mais com esses tipos de aparelhos que podem sofrer danos decorrentes de falhas na rede elétrica. Dentre os dispositivos que podem auxiliar a evitar problemas como subtensão e sobretensão, que danifiquem componentes eletrônicos, o estabilizador sempre foi bastante utilizado para cumprir tal função.

Em caso de variações bruscas, ele simplesmente queimaria seu fusível, evitando a passagem de corrente elétrica. Em outras palavras, é como se os estabilizadores servissem para queimar no lugar do aparelho a ele conectado, evitando maiores prejuízos.

Mas, ultimamente, sua utilização tem sido contestada por especialistas que, depois de alguns testes, não acreditam que o estabilizador de tensão realmente mantenha seus esquipamentos protegidos e desaconselham seu uso.

O QUE ACONTECE ?

Atualmente, com o desenvolvimento das fontes de alimentação que passaram a funcionar automaticamente em redes 127V ou 220V, a regulagem realizada pelo estabilizador passou a ser desnecessária.

Tais fontes, mais modernas, operam a velocidades superiores a de um estabilizador. Se você reparar em suas especificações (geralmente elas estão descritas nas etiquetas), poderá perceber que a velocidade de trabalho da maioria deles gira em torno dos 60 Hz – o que faz com que ele demore aproximadamente 0,008 segundos para responder a qualquer anormalidade na rede elétrica.
Já as fontes de um computador moderno trabalham a 100 KHz (ou seja, 100.000 Hz) e algumas mais poderosas, chegam até a 400 KHz (ou 400.000 Hz), o que é muito superior ao estabilizador. Em questão de tempo, a discrepância se torna maior quando as fontes precisam de apenas de 0,0001 segundos para corrigir um surto elétrico.

Essa lentidão do estabilizador fará com que a fonte corrija o problema mais rápido, enquanto o estabilizador ainda não o percebeu. Esse funcionamento poderá fazer ainda com que a fonte acabe “trabalhando dobrado”, podendo esquentar demais, reduzir sua vida útil ou gerar outros defeitos.

O QUE FAZER PARA ESTAR PROTEGIDO ?

A opção mais indicada seria então o no-break, que apesar de mais cara, consegue manter um nível maior de proteção e estabilidade aos dispositivos eletrônicos ligados a ele. Um no-break oferece proteção contra surtos e quedas de tensão, falta de energia elétrica e oscilações na sua frequência.

Os filtros de linha também são indicados, embora a maioria encontrada no mercado brasileira não passe de extensões de tomadas. Por isso, caso opte pela compra de um filtro de linha, verifique se ele possui suporte para filtragem eletromagnética em suas especificações!

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Esse post foi uma sugestão do nosso leitor Rogério Oliveira. Nós adoramos! E você, o que gostaria de ver por aqui? comente em nossas redes sociais ou mande um e-mail. 

Rogério é Engenheiro de Computação pela Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI